O empresariado brasileiro tem uma enorme disposição para ajudar a vacinação durante está pandemia. Na reunião com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), os executivos brasileiros pediram que o governo brasileiro flexibilize as regras para que a iniciativa privada possa vacinar sua força de trabalho quanto antes para evitar mais mortes e ajudar a retomada econômica. O empresario Flavio Rocha- leia-se Riachuelo, afirmou esta vontade dos executivos durante uma entrevista para a Revista Exame.
Pela legislação vigente, as empresas podem comprar vacinas diretamente com as fabricantes, mas precisam doar todas as doses para o Sistema Único de Saúde (SUS) até que todo o grupo prioritário de vacinação (idosos e profissionais de saúde) esteja imunizado, o que pode chegar a 70 milhões de pessoas. Só depois disso é que a iniciativa privada poderia vacinar seus funcionários — mantendo ainda a contrapartida de doação de 50% das doses ao SUS.
Vale registrar que ao imunizar sua força de trabalho, os executivos estariam desonerando o SUS, que não precisaria se preocupar em garantir essas doses e a vacinação no país seria mais rápida.

