Pela primeira vez no Pelourinho, será comemorado o Réveillon de um país africano. E quem promove a celebração é o Olodum. O grupo recebe o secretário da embaixada da Etiópia no Brasil, Saraji Abdella, na Casa do Olodum, para saudar o novo ano etíope. No horário do Brasil, a virada acontece às 18 horas desta quinta-feira (11), quando os tambores irão rufar e aclamar a chegada de 2007 para a segunda nação mais populosa da África. Em seguida, Abdella participa de uma palestra com o tema ‘Etiópia: Novo Espírito da África’ juntamente com o presidente do Olodum, João Jorge, e o conselheiro do Olodum e diretor do Mídia Periférica e Correio Nagô, Paulo Rogério, também na Casa do Olodum, que estará ornamentada caracteristicamente em homenagem a Etiópia, inclusive com a bandeira hasteada do país africano. Chamado no país de Enkutatash (ano novo), que significa ‘presente de jóias’, é comemorado no primeiro dia do mês de Meskerem no calendário etíope e marca o retorno da Rainha de Sabá à Etiópia. Além disso, o calendário do país africano é atrasado em sete anos e oito meses em relação ao calendário gregoriano, que é seguido pelos brasileiros e muitos outros países. Sendo assim, os etíopes comemoram agora a virada para o ano de 2007. Já no próximo domingo, dia 14 de setembro, as comemorações serão à base de música. Os tambores da banda percussiva do Olodum animam a Praça Tereza Batista (Pelourinho) e recebem convidados, a partir das 14 horas. Depois de anunciar que homenageará no próximo ano, um dos países mais antigos e a segunda nação mais populosa da África, com o tema da folia “Etiópia, a Cruz de Lalibela e o Pagador de Promessas”, o maior representante da cultura baiana pelo mundo alavancou as pesquisas para saber ainda mais da história da Etiópia. A diretoria do Olodum viajou ao país no começo do mês de agosto e iniciou as pesquisas presenciais sobre o próximo tema. Durante os estudos, os integrantes do bloco afro cumpriram uma agenda de diplomacia político-cultural na Etiópia, onde se reuniram com diversas autoridades do país, como por exemplo, o Presidente do Parlamento Etíope, equivalente ao Congresso Nacional Brasileiro, o senador Kassa Tekleberhan. No decorrer dos 35 anos, o Olodum se tornou um dos maiores representantes da cultura baiana e afro-brasileira por todo o mundo, promovendo um trabalho social voltado para as camadas mais necessitadas da capital baiana, além de estimular o comprometimento cultural do povo baiano e de milhares de pessoas em diversos países. Nessa linha, o Olodum concretizou mais uma parceria internacional, com o início dos estudos para programas de intercâmbio entre universidades do Brasil e da Etiópia, a expansão dos métodos da Escola do Olodum para população jovem etíope e a viabilização da presença de importantes artistas da Etiópia em eventos do Olodum até o carnaval.
Olodum e a Etiópia
- Notas | 11 de Setembro de 2014 11h52
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