Terreiros de Juazeiro contra intolerância

Visita do Conselho de Cultura

Terreiros de Juazeiro contra intolerância

Quatro terreiros de Juazeiro, no território Sertão do São Francisco, servem de exemplos como espaços religiosos cruciais à preservação da cultura atrelada às religiões de matriz africana. Com o objetivo de pensar meios de resguardar esses locais e combater a intolerância religiosa na Bahia, integrantes do Conselho Estadual de Cultura estiveram com lideranças religiosas e ouviram relatos de violência e as tentativas de reduzir o preconceito.

Foram visitados os terreiros Ilê Asé Ayra Onyndancor, Ilê Asé Ominkayodé, Ilê Abasy de Oiá Guenã e o Bandalê Congo, todos situados no bairro do Kidé. O encontro aconteceu um dia depois de o Conselho Estadual de Cultura realizar Sessão Plenária no Espaço Cultural João Gilberto, evento que reuniu agentes culturais, artistas e dirigentes de cultura em torno de um debate centrado nos impactos da crise econômica e política na gestão da Cultura.

“É preciso buscar meios de ajudar os povos de terreiro na preservação das práticas culturais coletivas advindas da matriz religiosa afrobrasileira. Por isso, é importante pensar alternativas para colaborar na instrução dessas comunidades a respeito dos aspectos legais de proteção, como o registro especial, tombamento e outras políticas públicas de proteção, a exemplo das áreas de rota cultural e paisagística (PCP), regularização fundiária, dentre outros”, afirmou a conselheira Ana Vaneska, presidenta da Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural do Conselho Estadual de Cultura. Estiveram também presentes os conselheiros Nilo Trindade, DJ Branco e Ary da Mata.

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Michelle Marie