Brasil na rota contrária

Fabricantes de LP protestam contra a fabricação de CDs

Brasil na rota contrária

Pelo que parece o nosso Brasil está caminhando ao contrário do mundo. A tecnologia está aí para todo mundo ver e os aplicativos é a palavra chaves do momento. O aplicativo Uber - solicite, viaje e pague com seu celular - um dos mais conhecidos principalmente nas grandes cidades dos USA, chegou ao Brasil apenas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e em São Paulo, e não deu outra:  sucesso total.

Com um toque em seu celular, chega em seu destino um serviço confiável, com indicação clara dos preços, o pagamento direto  no cartão de crédito, ou seja um motorista particular em carro executivo preto. Através do aplicativo você localiza o carro chegando no destino com todos os detalhes do motorista, documentação e a placa do carro. Eu usei no Rio de Janeiro e fiquei encantada pelo serviço, inclusive perguntei ao motorista quando este aplicativo chegaria ao Nordeste.

Hoje me deparo com uma noticia no site O Globo que a Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem com 48 votos a favor, apenas um contrário, um projeto de lei que proíbe o aplicativo Uber na cidade, e tem mais, a votação no legislativo paulistano foi acompanhado por vários taxistas, contrários ao aplicativo.

A verdade é que legalmente se falando, o poder público detém a exclusividade do transporte de passageiros e delega a atividade, criando regras para o credenciamento de quem vai atuar. A lei diz que é exclusividade do taxista o transporte individual remunerado de passageiros. Essa questão de licenças para os taxistas é uma máfia e as tarifas é uma das mais caras do Brasil. O sistema atual não nos permite evoluir para serviços mais bem prestados e com preços mais justos. Espero que o aplicativo seja liberado e tenhamos uma nova opção de transporte.

A melhor descrição que vi sobre a polêmica nas redes sociais veio de  Brasília: “É como se fosse a seguinte notícia: "Fabricantes de LP protestam contra a fabricação de CDs." ou "Fabricantes de máquina de escrever se unem contra os computadores com impressora."

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Michelle Marie