Jornalista fala sobre justiça de transição no evento 'Viva a Democracia'

O evento será nesta terça-feira (17), às 17h30, no Forte do Barbalho, em Salvador

Jornalista fala sobre justiça de transição no evento 'Viva a Democracia'
Integrante da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, o jornalista Ivan Seixas fala nesta terça-feira (17), às 17h30, sobre o tema ‘Justiça de Transição, Memória e Verdade’, no Forte do Barbalho, em Salvador, durante o evento ‘Viva a Democracia’, que celebra os 30 anos sem ditadura militar no Brasil.   Promovido por entidades de direitos humanos, o evento tem início às 14h30, quando acontece uma concentração no Teatro do Iceia, com a Batucada Levante Popular da Juventude, animando uma breve caminhada até o Forte do Barbalho, local escolhido porque foi o principal centro de tortura da Bahia.   O ‘Viva a Democracia’ é realizado pelo Comitê Baiano Pela Verdade, Grupo Tortura Nunca Mais/Bahia, Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), Ação Social Arquidiocesana (Asa), Centro Vitor Meyer e Comissão de Direitos Humanos da OAB/Bahia, com apoio das secretarias estaduais de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), da Educação e de Cultura (Secult).   Segundo Ivan Seixas, há 427 mortos e desaparecidos em decorrência da ditadura militar, “sem computar os camponeses, indígenas e quilombolas, estimados entre dois mil e cinco mil pela Comissão Nacional da Verdade, mortos em bombardeios na Guerrilha do Araguaia e Vale do Ribeira (São Paulo).    O jornalista, que participou do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), ficou preso de 1971 a 76 em São Paulo, onde foi torturado. O pai dele, Joaquim Alencar de Seixas, operário mecânico, foi torturado até a morte em 1971.

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Michelle Marie