O francês Yves Klein (1928- 1962) conseguiu conciliar a sua fé em Santa Rita de Cássia com a posição de precursor da arte contemporânea na Europa pós-Segunda Guerra Mundial. “Conceda a mim, a mim e a todas as minhas obras, a invulnerabilidade“, orou à protetora. O artista que criou a cor IKB (International Klein Blue) é homenageado na mostra Altar para Santa Rita de Cássia, que será aberta nesta terça-feira, dia 10 de junho, na Igreja do Pilar (Comércio). A exposição integra a 3ª Bienal da Bahia, realizada pela Secretaria da Cultura do Estado da Bahia (Secult – BA). Pigmentos importados da França foram manipulados pelo artista feirense Juraci Dórea, ao meio dia da sexta-feira, dia 6 de junho, para a reprodução do azul criado por Klein. A tinta foi colocada em um relicário que será posto em um altar lateral da nave central da igreja. Durante o período da mostra, que fica exposta até 7 de setembro, o texto Oração à Santa Rita, do autor europeu, será lido antes de cada missa realizada. Do pintor ainda será exibido uma cópia original do livro de artista Le Dépassement de la Problématique de L’art (A superação da problemática da arte), de 1959.
Na Igreja do Pilar também serão expostas esculturas do potiguar Mestre Ambrósio Górdula representando Santa Rita de Cássia. São Peças em madeira, vidro e tinta. E ali o público ainda confere Gota de Lágrima do Olho Direito, do libanês Charbel-Joseph H, que trabalha com vídeo, plástico e fluido lacrimal. Charbel foi um dos artistas convidados da Bienal para residência no Instituto Sacatar, na Ilha de Itaparica, e o foco de sua pesquisa é o ausente, o inacessível.

