Lavagem do Bonfim completa 265 anos em clima de requalificação

Lavagem do Bonfim completa 265 anos em clima de requalificação

Quem for demonstrar a fé e devoção na tradicional Lavagem do Bonfim que acontece nesta quinta-feira (17),  vai começar a encontrar um ambiente diferente na Colina Sagrada. A Praça do Largo do Bonfim, que fica próxima ao Santuário da Basílica do Bonfim, está completamente repaginada após as obras de requalificação da Prefeitura com um ambiente amplo, bonito e confortável para louvar o Nosso Senhor do Bonfim.

 (Foto: Divulgação) (Foto: Divulgação)

A festa que completa 265 anos é considerada a maior manifestação popular religiosa da Bahia e uma das maiores do Brasil. De acordo com historiadores, o culto ao Nosso Senhor do Bonfim começou em 1745, quando a imagem do santo foi trazida pelo capitão português Teodósio Rodrigues de Farias, ao cumprir uma promessa que fez depois de ter sobrevivido a uma forte tempestade. As homenagens, no entanto, iniciaram de fato em 1754, ano em que a imagem foi transferida da Igreja da Penha, em Itapagipe, para a sua própria igreja, construída na Colina Sagrada.

A lavagem do adro da Basílica teria começado a partir dos moradores da região, como preparação para a Festa do Bonfim. Por achar que o ato tinha assumido um caráter festivo exagerado e não-condizente com o local santo, a lavagem no interior do templo foi proibida em 1890 pelo Marquês de Santa Cruz, Dr. Manuel Victorino Pereira, chefe do governo provisório na época. Após a decisão, adeptos do candomblé começaram a fazer o cortejo para lavar as escadarias, reverenciando Oxalá – orixá correspondente ao Senhor do Bonfim.

A tradição acontece sempre na segunda quinta-feira após a Festa de Reis (6 de janeiro). Antes realizada apenas no Bonfim, a festa foi transformada em cortejo que parte da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, com a realização de uma celebração ecumênica. Em seguida, por quase 8 quilômetros, católicos e adeptos do candomblé fazem a caminhada até a Colina Sagrada, puxada pelo grupo das baianas, animada por grupos culturais e colorindo de branco as ruas da Cidade Baixa .

Depois da cerimônia religiosa, é a vez da parte profana entrar em cena, com as barracas montadas no entorno do Bonfim, muita música e manifestações culturais. Os festejos são encerrados com a também tradicional Segunda-Feira Gorda, no bairro vizinho da Ribeira.

 

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Michelle Marie