Esta coluna não poderia deixar em branco a morte da socialite Carmen Mayrink Veiga, famosa pela sua elegância, seu glamour, sua beleza e sua simpatia. Filha de uma tradicional família do sudeste brasileiro, neta do barão de Arari e sobrinha-neta do barão de Araras, o pai de Carmen, Enéas Solbiati, era um rico financista do interior de São Paulo. Foi cônsul honorário do Reino da Itália.
Carmen Mayrink Veiga (Foto: Reprodução)
Carmen, que foi retratada por artistas como Di Cavalcanti e Andy Warhol e famosa no mundo da moda, era frequentadora assídua dos desfiles da alta costura francesa, atraindo a imprensa especializada como a Paris Match quando se casou, a 25 de junho de 1956, com o empresário Antônio (Tony) Alfredo Mayrink Veiga, filho de Antenor Mayrink Veiga e herdeiro de uma fortuna multimilionária.
O casal, Tony e Carmen, considerado por Truman Capote, Diana Vreeland e Anna Wintour, na revista Vogue estadunidense, como "as pessoas mais chiques da América do Sul", participou de diversos eventos do jet set internacional, e costumava fazer muitas festas na sua residência e transportava convidados a bordo de supersônicos Concorde para temporadas de caça na Inglaterra, França e Áustria.
Carmen fez parte das listas das mulheres mais elegantes do Brasil e, em 1981, entrou para a seleta lista das pessoas mais bem vestidas do mundo, da revista Vanity Fair. A socialite Em 1997, ainda lançou o livro ABC de Carmen, em que dava dicas sobre comportamento, vida social e até culinária. Ela ainda foi a única brasileira a ser citada na biografia oficial do estilista Yves Saint Laurent.

