A Live de Roteiristas recebe, na próxima terça-feira (09), às 16h, um dos grandes nomes do audiovisual na Bahia, o cineasta Cláudio Marques, para falar sobre “Os desafios do roteiro de ficção”. Marques é diretor do Espaço Itaú de Cinema / Glauber Rocha, coordenador do maior festival de cinema no estado, o Panorama Internacional Coisa de Cinema e realizador profícuo.
A Live de Roteiristas sempre apresenta uma provocação em torno do tema aos convidados. A mediadora Ceci Alves instiga a reflexão e o debate em torno do assunto. Segundo Ceci, “nesta live vamos conversar com Claudio não apenas sobre o processo criativo e de produção dos longas, mas também sobre mercado exibidor, pois estamos vivenciando um momento em que as salas de cinema foram e estão sendo muito atingidas”.
Para a produtora Carollini Assis, “Claudio acabou de realizar uma das edições mais memoráveis do Panorama Coisa de Cinema, toda virtual, com uma homenagem belíssima a Conceição Senna e com altos índices de audiência e engajamento. A pandemia atingiu em cheio todo o setor cultural e acredito que isso se refletirá muito no nosso consumo. Estou curiosa para o bate papo com ele”, afirma.
De pais e avós baianos, Cláudio Marques nasceu em 1970, em Campinas, São Paulo e mora em Salvador, desde 1982. Dotado de vasta experiência, graças à forte noção de empreendedorismo em diversos setores do audiovisual (crítica, exibição, distribuição e realização), Cláudio possui ampla experiência no mercado cinematográfico.
Enquanto crítico de cinema colaborou para os jornais A Tarde, Tribuna da Bahia e Correio da Bahia, além de ter criado o tablóide Coisa de Cinema, em 1995, que chegou a circular em cinco capitais do Brasil com uma tiragem de 70 mil exemplares.
Foi o idealizador e atualmente coordena o Panorama Internacional Coisa de Cinema, que se encontra na 16ª Edição. Desde 2008, Cláudio programa e coordena o Espaço Itaú de Cinema – Glauber Rocha, projeto idealizado por ele e que funciona em pleno Centro Histórico de Salvador. Produziu, dirigiu, montou e roteirizou sete curtas, que foram selecionados para mais de 200 festivais, além de ganharem 52 prêmios, incluindo os curtas que foram co-dirigidos por Marília Hughes. Também co-dirigido por Marília Hughes, o filme Depois da Chuva foi seu primeiro longa-metragem e foi considerado pelo crítico Sérgio Alpendre, do jornal A Folha de São Paulo, o melhor filme brasileiro da nova geração dos últimos dez anos. Também foi selecionado para 32 festivais de cinema e ganhou 12 prêmios. Já o longa A Cidade do Futuro, também co-dirigido pela dupla, teve uma grande repercussão com a seleção em 42 festivais de cinema pelo mundo, sendo eleito o Melhor Filme Latino no BAFICI, em Buenos Aires, conhecido por ser um dos mais importantes festivais dedicados ao cinema independente do mundo. No seu lançamento, o filme recebeu cinco estrelas pelo jornal A Folha de São Paulo, em 2015.
Outro trabalho é o filme Guerra de Algodão que está atualmente em cartaz na Netflix, após ter passado por diversos festivais brasileiros e estrangeiros.

